Avaliando os acontecimentos dos últimos tempos (Dubai, Cop-15, Haiti, etc.), percebo que somos capazes de muitas coisas irracionais – como inutilizar o planeta com o aquecimento global – e também extremamente lógicas e humanitárias, como ajudar as vítimas do terremoto no Haiti.
Embora estes dois tipos de comportamento (destrutivo – construtivo) sejam comuns em nosso dia a dia, ainda nos perguntamos por que não podemos ser sempre construtivos ou sempre pacíficos.
Jill Taylor, uma neurocientista da universidade de Harvard, nos EUA, estuda o cérebro humano. Ela iniciou sua pesquisa para tentar entender a condição do seu irmão, que teve um diagnóstico de esquizofrenia.
Após estudar muito e ter um vasto conhecimento sobre o funcionamento das funções cerebrais, Jill teve sua própria experiência neurosensorial. Ela teve um derrame no lado esquerdo do cérebro que controla o pensamento racional e nos faz ter um contato com a realidade.
A sua experiência é algo realmente fantástico que vale a pena ser visto. A versão com legendas em português está quebrada em três vídeos.
O que esta cientista nos revela é que nós mesmos somos seres duais, com duas metades do cérebro com atitudes e funções diametralmente diferentes.
É normal que o mesmo líder norte-americano (George W. Bush) que iniciou uma guerra contra o terror de forma tão desmedida e irresponsável, esteja agora dentre aqueles que querem ajudar o Haiti em sua catástrofe natural? É normal sermos ao mesmo tempo irracionais e bondosos, guerreiros e pacíficos, sem isto parecer uma hipocrisia? Bom, de acordo com o que foi visto por Jill Taylor, sim. Isto porque somos capazes de atos de extrema e vileza, ao mesmo tempo que somos capazes de grandes ações humanitárias e bondosas.
Creio que ela tem razão. O que precisamos é tentar buscar dentro de cada um de nós a beleza do nosso lado direito do cérebro.