Poucos artistas brasileiros são tão reconhecidos no exterior quanto Vik Muniz. Este paulista com sotaque carioca é uma das pessoas mais criativas em termos de artes plásticas que já nasceu neste solo gentil, mas que por questões comuns a todos nós (violência urbana), foi morar nos EUA.
No começo da década de 1980, ele trabalhava como publicitário e foi
condecorado com um prêmio. Ao sair da premiação, acabou alvejado por uma pessoa que tinha se envolvido em uma briga.
Com o dinheiro que ele conseguiu de indenização, comprou uma passagem para Nova York e se radicou lá, definitivamente.
Deixou de fazer trabalhos em publicidade e passou a se dedicar a fazer arte contemporânea pura. Trabalhou com diversos materiais, desde algodão, areia, chocolate, fios de costura, arames e, mais recentemente, lixo.
Algumas obras de Vik são muito interessantes, além de engraçadas. Alguns exemplos podem ser vistos aqui, mas recomendo uma visita ao site do artista, que possui todas as galerias e informações das obras. O site é http://www.vikmuniz.net/www/index.html.
Mas não só de obras de museu que vive este artista. Recentemente ele se engajou em um projeto de fotografar e “revelar” as fotos de pessoas que trabalham no maior aterro sanitário do Brasil, no Rio de Janeiro, o lixão de Gramacho.
Este projeto virou um filme. Na verdade, um documentário. Ele tirou foto das pessoas e, com o próprio lixo que os catadores usam para encontrar material reciclável, Vik Muniz “revelou” as fotos. Assim, as fotos foram impressas em lixo, sendo fotografadas posteriormente e vendidas em um leilão em Londres.
Segue o trailer deste filme. Ele está concorrendo ao Oscar de melhor documentário. Creio que vale a pena vê-lo.


